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sábado

Download Bette Davis - Documentário: Bette Davis: Um Vulcão Benevolente - 1983




Título original: A Basically Benevolent Volcano
Ano: 1983
Gênero: Documentário
Duração: 60 min


Sinopse:
Bette Davis é seu próprio combustível neste documentário que mostra um retrato profundo da carreira da diva de Hollywood com uma série de entrevistas especiais com a própria atriz, além de depoimentos daqueles que foram os principias atores com quem contracenou – como Olivia de Havilland, William Wyler e Joseph L. Mankiewicz, entre outros – além de trechos de filmes que evidenciam o seu talento. Sem dúvida, o ponto alto do documentário é a própria Bette que, através de seu olhar íntimo, revela os altos e baixos de sua trajetória em Hollywood e a mulher por trás da reverenciada estrela. Da mesma maneira que a atirz se portou durante toda sua produtiva carreira, a diva não se esconde e declara sem falsa modéstia: "Realmente, sou demais".

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segunda-feira

Download Bette Davis - Stardust: Bette Davis Story

 


Título original: Stardust: Bette Davis Story
Ano: 2006
Gênero: Documentário
Duração: 89 min
Diretor(a): Peter Jones, Mark A. Catalena

Sinopse:

Turner Classic Movies (TCM) revela um retrato surpreendente de uma das estrelas mais enigmáticas e talentosas de de Hollywood em Stardust: Bette Davis Story. Narrado pela atriz Susan Sarandon e escrito e dirigido pelo o cineasta Peter Jones, Stardust leva os espectadores a uma caça ao tesouro psicológico na alma de uma pessoa tão enterrada em contradição e autodenominada lenda que realidade e ficção tornaram-se praticamente indistinguíveis. Jones é o primeiro cineasta a ter acesso irrestrito ao vasto arquivo pessoal que se estende por toda a vida de Davis. Stardust tece uma quantidade sem precedentes de material de fonte primária ao longo do documentário, incluindo dezenas de fotografias nunca vistas e mais de cem cartas selecionadas de seus álbuns pessoais, algumas com anotações na própria caligrafia de Davis. Stardust também conta com entrevistas de seus colaboradores mais importantes, bem como entrevistas originais, incluindo Jane Fonda, James Woods, Ellen Burstyn e Gena Rowlands.

Além disso, o filho de Davis, Michael Merrill, fala pela primeira vez sobre o casamento violento dos pais e de sua irmã BD, que escreveu o livro de My Mother's Keeper. E em sua entrevista, Marion Sherry, a babá de BD e viúva do terceiro marido de Davis, revela detalhes chocantes sobre a misteriosa morte do segundo marido de Davis.

O documentário mostra como foi o relacionamento emocionalmente distante com seu pai, que abandonou a família quando ela tinha 10 anos, e fase ambiciosa a mãe cuja ajuda foi fundamental para o sucesso inicial de Davis. Também examina a ardente relação pessoal e profissional com o diretor William Wyler (Jezebel, The Letter, The Little Foxes), que, depois de completar seu terceiro filme em colaboração, jurou nunca mais trabalhar com a atriz novamente. Por fim, o documentário analisa a forma como a vida amorosa Bette pode levar este ícone feminista e divorciada quatro vezes a declarar: " Acho que até o fim dos tempos sempre será a mulher que se adaptará a seu marido. Se ele não for capaz, seu casamento não será feliz.

Obs:
A única legenda disponível para esse documentário é em francês e a tradução não ficou 100%, mas estamos postando.

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sábado

Download Katharine Hepburn - Tudo sobre mim - 1993


Título original: Katharine Hepburn: All About Me
Ano: 1993
Gênero:  Documentário
Duração: 70 Minutos
Diretor(a): David Heeley

Sinopse:
Katharine Hepburn fala sobre sua vida desde o início, seus filmes, sua relação com Spencer Tracy e estrelato.

Frase:
"Minha cabeça balança, mas prometo que ela não vai cair"



segunda-feira

XII - Bette Davis - Os últimos anos de uma estrela


Depois de "Hush...Hush, Sweet Charlotte" Bette recebeu uma oferta de uma produtora inglesa para filmar "The Nanny", a história de uma babá emocionalmente perturbada pela morte acidental de uma garotinha e agora também muito perigosa para seu irmão. Este filme teve um sucesso moderado, mas Bette não recebeu uma oferta de cinema em dois anos. Durante esta pausa em sua carreira, decidiu se mudar para Wetport, Connecticut, perto de onde BD e seu marido Jeremy tinham comprado uma casa. Estava muito animada com o projeto de viver perto da sua amada filha. No entanto, a atitude do casal sempre foi muito distante e as visitas foram poucas e cheias de discussões. B.D. deliberadamente se distanciou de sua mãe e se dedicou à vida familiar.

Seu filho Michael, no entanto, era um rapaz gentil e muito educado. Aos 21 anos casou-se com Chou Chou Raum, uma moça que a encantou. A cerimônia de casamento foi uma ocasião feliz para Bette. No entanto, B.D. não compareceu à cerimônia nem às celebrações, apesar de ser convidada.

Em 1968, contratou Vik Greenfield como assistente e trabalhou com ela por seis anos. Mais tarde, naquele mesmo ano, sua irmã Bobby decidiu mudar para Phoenix e viver com a filha Ruth e sua família.

Naquela época Bette estava sozinha e só encontrou consolo em seu trabalho cada vez mais escasso. Entre 1972 e 1974, protagonizou vários pilotos para televisão que não chegaram a se tornar séries. Também fez aparições divulgar seus filmes e debatê-los com o público.

No final de 1973 problemas econômicos levaram-na a vender a sua casa “Two Bridges” e comprar um menor que chamou de “My Bailiwick” e estava mais próxima da BD

Bette entrevistada na TV em 1974

Não aparecia nenhuma oferta e ela aceitou a primeira que chegou às suas mãos, um papel principal em um musical da Broadway. Era "Miss Moffat", a versão teatral de seu filme de 1945 "The Corn Is Green". A principio, Bette aceitou o desafio com entusiasmo e se juntou com um alegria aos jovens membros do elenco. No entanto, quando se aproximou a data da estréia, começou a sofrer vários problemas de saúde o que causou muitos atrasos. Finalmente, a peça estreou com sucesso, mas depois de algumas apresentações Bette voltou ter problemas de saúde, deixando, assim, o teatro.

Seu papel seguinte seria em um filme de terror "Burnt Offerings", onde, novamente, Bette brigou com toda a equipe.


Seu próximo filme, "The Disappearance of Aimee" foi mais satisfatório. Era um filme produzido para TV em que co-estrelou ao lado de Faye Dunaway, que, aliás, não gostou nada de Bette.

Em 1976 B.D. e seu marido se mudaram para uma fazenda em Stevens Township, Pensilvânia. Bette procurava visitá-los com frequência, mas nunca se hospedava em sua casa e sim em um hotel. As visitas eram tensas, pois Bette não era bem recebida pelos dois. Apesar disso, continuava ajudando-os financeiramente. A relação entre mãe e filha ia de mal a pior e BD nunca se mostrou agradecida.


Em 1977 Bette teve várias propostas. Primeiro, atuou em “The dark secret of harvest home” e mais tarde fez uma participação especial em uma adaptação cinematográfica do romance de Agatha Christie "Death on the Nile”.


Em agosto de 1977 B.D. deu à luz um novo filho e Bette foi excluída desse momento. Bette finalmente assumiu que não era querida na vida de sua filha e decidiu se afastar. Deixou Connecticut e se mudou para West Hollywood, onde comprou um apartamento. Bette se sentia imensamente sozinha, pois sua mãe Ruthie estava morta, sua irmã Bobby estava sofrendo de câncer e sua filha a havia repudiado. Ela se entregou ao álcool como nunca mas, felizmente, em 1979 entrou em sua vida uma jovem universitária, Kathryn Sermak, que se tornaria sua secretária pessoal e sua companhia nos últimos anos de vida. Conheceu Kathryn quando contratou para acompanhá-la na Inglaterra durante as filmagens de "Watcher in the Woods", e ao retornar, pediu-lhe para ficar com ela como assistente pessoal.



Em julho de 1979, Bobby morreu, o que foi um novo golpe para Bette. Entre 1978 e 1980 participou de vários projetos: "Watcher in the Woods" e "Return from Witch Mountain" para a Disney, e três filmes de TV para a televisão, "Strangers", "White Mama" e "Skyward". Sua atuação em "Strangers" lhe rendeu o Emy de Melhor Atriz Coadjuvante .

Em 1981 ofereceram o papel principal em uma minissérie para a televisão, “Family reunion”. Bette indicou para um dos papéis seu neto Ashley, filho de BD

Novamente a atriz tinha várias ofertas na mesa para escolher. Em 1982, interpretou para a TV "Little Gloria... Happy at Last" e “A Piano for Mrs. Cimino".

Em 1983 Bette teve o privilégio de trabalhar em “Right of Way”, com outro mito da idade de ouro de Hollywood: James Stewart, então tinha a mesma idade, 75 anos. O trabalho foi cordial e cheio de admiração e respeito de ambos os lados.



Em 1983 B.D. e Jeremy pediram ajuda a Bette porque estavam prestes a perder o seu negócio e sua fazenda. Bette assumiu todas as suas dívidas, e embora tendo agradecido verbalmente, não o fizeram de fato.


Em 1983 Bette recebeu uma oferta interessante do conhecido produtor Aaron Spelling para realizar uma participação especial em uma nova série televisiva, "Hotel". Bette participaria de sete episodios e receberia uma soma muito grande de dinheiro. Foi uma oportunidade de permanecer ativa com um pequeno trabalho que proporcionaria estabilidade econômica. Participou do piloto e do primeiro episódio e mesmo que a oferta a tenha agradado, o destino comandou trazendo sérios problemas de saúde. Bette foi diagnosticada com câncer de mama e, em seguida, sofreu várias crises que fragilizaram sua aparência física e força. Precisou de vários meses de reabilitação. Ao seu lado estava sempre Kath. As visitas de BD sempre foram escassas.

Primeiro episódio da série "Hotel"

Pouco depois B.D. e seu marido tiveram novos e graves problemas econômicos e perderam a casa e o negócio.

Enquanto isso, Bette estava muito fraca e temia ser vista em público. Em 1984, aceitou participar na Inglaterra da versão televisiva do romance de Agatha Christie "Murder with Mirrors", com Helen Hayes. Nessa época, B.D. e seu marido viraram fanáticos religiosos. B.D. também recebeu uma oferta lucrativa para escrever um livro sobre sua mãe. “My mother’s keeper” foi extremamente cruel com Bette e a magoou profundamente, algo que Bette nunca se recuperaria. Teve uma sequência intitulada “Narrow is the way” com uma repercussão muito menor. O primeiro se tornou um best-seller e deu a BD muito dinheiro às custas de falar mal de sua mãe.

O ano de 1985 terminou com a má notícia para a Bette de que Kath estava ia trabalhar em Paris, onde estava seu noivo. Ele aceitou com resignação e enfrentou novamente a solidão e a procura por amigos e desconhecidos que contratava.

Uma nova salvação veio do filme de TV "As summers die”, mas depois desse trabalho passou algum tempo sem ofertas. Sua saúde e aparência física a tinham minado muito e as propostas eram difíceis. No entanto, em 1986, ele se deparou com um belo filme chamado "The Whales of August", onde trabalhou com Lillian Gish, a rainha do cinema mudo.


Bette decidiu escrever um segundo volume de suas memórias, “This’n that”. Além disso, na primavera de 1987 Kath Sermak retornou de Paris após romper com seu noivo e tornou-se novamente a mão direita de Bette. Esteve com ela até o dia da sua morte e desempenhou o papel que deveria ter sido de BD


A saúde e a aparência de Bette a reduziram a uma figura esquelética. Mesmo nesta situação, em 1988 iniciou as filmagens do que seria seu último filme, "Wicked stepmother”. Bette trabalhou duas semanas e abandonou a gravação. No entanto, o diretor refez o roteiro e incluiu os minutos que Bette participou. O filme foi comercializado somente em vídeo.

Ao longo de 1989, Bette recebeu vários prêmios honorários. O último deles foi o Prêmio por toda a obra no Festival Internacional de Cinema de San Sebastian. Bette foi para a Espanha, apesar de sua saúde precária. O cancer havia se espalhado pelo seu corpo, mas por alguns dias, o calor e os aplausos do público deram-lhe mais alguns momentos de glória. Foi para San Sebastian e alguns dias depois, após uma piora de sua saúde, foi com Kath ao Hospital Americano de Paris, onde morreu em 6 de outubro de 1989. Despedia-se assim, uma das maiores lendas de Hollywood e uma das atrizes melhores e mais fascinantes de todos os tempos, Bette Davis.

Tumulo de Bette Davis - "Ela não escolheu o caminho mais fácil"

 Créditos: Aqui

XI - Bette Davis - As brigas entre Bette e Joan Crawford

Bette voltou a Hollywood em 1961 pela mão de Frank Capra, no filme "Pocketful of Miracles", onde deu vida a uma florista de idade. O filme não era exatamente o melhor deste grande diretor e não faltaram os comentários rápidos em apontar que agora Bette não precisava de maquiagem para interpretar tais papéis.

No entanto, o pior inimigo da Bette foi o protagonista do filme, Glenn Ford. As brigas eram constantes com ele e começaram quando Ford disse aos repórteres que havia pedido que Bette trabalhasse no filme como forma de agradecimento pela oportunidade que ela lhe dera anos antes. Isso era mentira e Bette gritou colérica: “Quem esse filho da puta pensa que é para dizer que me ajudou a retornar! Eu nunca deveria ter voltado a Hollywood! Odeio vocês todos! E Apple Annie, acima de tudo! Aquele merdinha não me ajudaria a sair de um esgoto! Eu deveria estar doida quando voltei!”




Pouco antes de terminar o filme, a mãe de Bette, Ruthie, morreu inesperadamente. Embora ambos tenham se distanciado consideravelmente nos últimos anos, Bette lamentou profundamente a morte de sua mãe, no entanto, devo dizer, deixar de manter o ritmo de vida cara de Ruthie deve ter sido um alívio para a economia golpeada.

Além da morte de Ruthie, Bette teve que lidar com a dor significava de uma nova disputa com o Merrill. Ela entrou na justiça para que retirassem o direito de visita do ex-marido. Bette acusou Merrill de ser "bêbado bagunceiro" e de mostrar-se incapaz de aparecer "comportar-se decentemente com a família." Alegou que Merrill tinha se mostrado bêbado e violento com as crianças, que usou de violência física com ela, que sua casa na Califórnia estava suja e descuidada, que era preguiçoso e que mantinha relações com uma mulher com as quais não era casado. Estes eram os restos tristes do que tinha sido um grande amor.

Seu último grande sucesso
A oportunidade viria de Robert Aldrich, um diretor de aparência robusta e maneiras gentis. Aldrich teve a idéia de trazer Bette e Joan Crawford em um filme pesado sobre duas estrelas de cinema que viviam juntas em uma casa na Califórnia. O filme foi chamado de "What Ever Happened to Baby Jane?".

Com Joan Crawford em "O Que Terá Acontecido a Baby Jane?" (1961)
Bette duvidava de sua participação no filme. Sabia que Joan Crawford invejava seu talento e, além disso, tinha sido apaixonada por ela. Finalmente, ligou para Aldrich em Nova York e disse: 'Deixe-me lhe fazer duas perguntas. Se você me responder honestamente, farei o filme. Alguma vez você já dormiu com Joan Crawford?

Aldrich pensou por um momento e respondeu: "Não porque Miss Crawford parou de tentar"

"Eu acredito", disse Bette. Vamos deixar a segunda questão. "Obviamente, ele ia perguntar se Aldrich favoreceria sua rival no filme.

Apesar de ter aceitado, Bette chegou às filmagens bastante receosa. Jack Warner se comportou bem com suas antigas estrelas e fez o possível para que elas se sentissem confortáveis em sua antiga produtora. No entanto, o tratamento não era mais o mesmo de antes e nem Bette nem Joan tinham nenhum controle sobre o filme. Além disso, Aldrich estava longe de ser um diretor servil e tratou ambas sem complexo.

Com Joan Crawford em "O Que Terá Acontecido a Baby Jane?" (1961). Na foto à direita, também com Jack Warner

Durante as filmagens de "Baby Jane" Joan Crawford atacou novamente e começou a enviar presentes. Bette mandou uma nota dizendo-lhe que não fizesse isso, porque ela não tinha tempo para sair e comprar algo para corresponder. Crawford ficou irritada e passou de uma admiradora a uma inimiga feroz. Ele se tornou um monstro e descarregou sua fúria em sua infeliz filha adotada, Christina. Com Bette sempre comportou-se de uma forma glacial e condescendente.

No entanto, as duas estrelas se comportaram muito bem nos sets. O resultado foram duas excelentes interpretações e um filme tão bom quanto o esperado.

Depois de "Baby Jane" Bette publicou um anúncio na revista "Variety" que se tornou famoso. Dizia: "Mãe de três filhos -10, 11 e 15 - Divorciada, Americana, Trinta anos de experiência no cinema. Capaz de se mover e mais afável do que dizem os rumores. Deseja um emprego estável em Hollywood. (Esteve na Broadway)


A impressão geral em Hollywood foi a de que Bette estava acabada. Felizmente, o sucesso de "Baby Jane" e seu livro de memórias a resgataram de maiores problemas. Sua maior dor de cabeça foi a operação de varizes que B. D. teve de ser submetida.

Logo, Bette iria enfrentar uma nova batalha jurídica com Gary Merrill: ele insistia em ver Michael e negava as acusações de bêbado e violento. Apesar da virulência dos ataques da ex-mulher e de B. D. Declarar-se contra ele, Merrill acabou ganhando em juízo e teve o direito de ver Michael, ainda que advertido que estivesse sóbrio e que não poderia tirar a criança da Califórnia, sem a permissão da mãe.


Bette foi novamente desprezada pela Academia quando essa não lhe concederam o Oscar por seu trabalho em "Baby Jane". Ela estava convencida de que ganharia o prêmio e foi um golpe duro. Quem se alegrou foi Joan Crawford. Ela não havia sido nomeada, mas combinou com a outras atrizes que iria receber o prêmio por elas, caso não pudessem comparecer ao evento. Quando anunciaram o nome de Ann Bancroft, Joan passou majestosamente na frente de Bette e exclamou: "Aha!" Furiosa, Bette foi para a Europa para promover o filme. Na Inglaterra, ela foi novamente recebida muito bem por seus milhares de fãs. B. D. (Que teve um pequeno papel no filme) foi com ela. Foi durante essa viagem que ela daria a sua mãe uma grande surpresa.

B. D. se casa

B. D. Havia conhecido Jeremy Hyam, filho de um produtor de Hollywood, e tinha se apaixonado desde o início. Quando ela anunciou à mãe a intenção de casar com ele, Bette foi contra. Ela tinha apenas 15 anos e ainda não estava pronta. Além disso, não queria separar-se de sua filha. No entanto, como uma boa perdedora, ela pagou todas as despesas. A verdade é que Bette estava errada, porque B. D. e Hyam tiveram um bom casamento.

Sua filha B.D. se casou muito jovem

Bette contratou o detetive Michael Parlow para seguir Merrill e obter novas provas contra ele. O detetive lhe informou que seu ex-marido deixava Michael sozinho durante a noite e saia pelos nos bares da região. Também informou que ele estava dirigindo bêbado com criança ao lado e tinha feito amor com uma mulher no quarto ao lado. Bette voltou ao tribunal, mas, novamente, os juízes decidiram a favor do pai, que continuava negando tudo e acusando Bette de perseguição. Ela quase foi à loucura de indignação quando foi novamente derrotada.

Para pagar o casamento de B. D., aceitou US $ 125.000 para fazer a mãe de Susan Hayward, em "Where Love Has Gone" Durante a filmagem algo curioso aconteceu. Bette achou Susan desagradável e arrogante. O que realmente aconteceu é que Susan Hayward era tímida e insegura, e assustou-se ao trabalhar com uma estrela tão grande quanto Bette.


Por dinheiro, Bette aceitou uma nova proposta de Robert Aldrich para fazer "Hush...Hush, Sweet Charlotte", de Joseph Cotten com Joan Crawford.

Desde o início, Joan comportou-se de maneira mais insuportável do que nunca. Havia tanto ódio entre as duas que Bette recusou-se a fazer cenas com Joan Crawford. Disse a Aldrich que precisaria usar um duble e filmar com uma de costas. Logicamente, Aldrich recusou.

Felizmente, Joan não conseguiu segurar tanta tensão, ficou doente e teve que ir para o hospital. Bette rapidamente propôs Vivien Leigh como substituta, mas a protagonista de "Gone With the Wind" rejeitou a oferta.

Finalmente, Crawford foi substituída por Olivia de Havillind.

Bette e Olivia gostavam de trabalhar juntas e lembrar os velhos tempos. No entanto, há duas histórias que valem a pena para que possamos ver como são as estrelas. O filme tinha uma cena em que Olivia deveria bater em Bette fortemente. Antes da gravação, Bette disse a Aldrich: "Naturalmente, utilizará meu dublê". O diretor ficou furioso. "Que porra é essa, Bette? Você vai fazer a cena". Ela respondeu enfaticamente: "Não a farei por nada no mundo. Também não faria com Crawford. Olivia, que eu adoro, espera há 25 anos para me dar um tapa!"

Quando o filme estreou, Bette e Olivia estavam juntos na festa de gala. No final, Davis disse à amiga: "Querida, você foi ótima! Até conseguiu manter a atenção do público quando eu não estava na cena"

Bette e Olivia de Havilland

Apesar de "Hush...Hush, Sweet Charlotte" não ter sido tão bom quanto "Baby Jane" não faltou trabalho para Bette depois. Ela começaria uma fase tranquila da sua vida. Com mais de 50 anos tinha dinheiro, um caso confortável com um rico editor e uma bela casa em Connecticut chamada "Two Bridges", onde se sentia à vontade. Ela dedicou-se a aproveitar o tempo livre para cuidar da casa e receber as freqüentes visitas de B. D. e seu marido, de Michael e de Margot. Sentia-se feliz em casa, vestindo jeans e camisas grandes e de lá só para participar de alguns programas televisão...

Créditos: Aqui

X - Bette Davis - A decadência de uma estrela




A carreira de Bette tinha entrado em uma espiral descendente do qual não sairia. Seu próximo filme da Fox, após "All About Eve" foi "The Virgin Queen",  no qual a atriz retomou o papel da rainha Elizabeth I da Inglaterra, que já havia interpretado em "The Private Lives de Elizabeth e de Essex" . Foi um filme de baixo orçamento que passou desapercebido.
 
The Private Lives de Elizabeth e de Essex

Depois,  Bette se envolveu em um filme de esquerda, intitulado "Storm Center". O seu papel tinha rejeitado por  Irene Dunne e Barbara Stanwyck, muito conservadoras, e Mary Pickford, que tinha planejado retornar ao cinema após 18 anos de ausência e ficou chocada quando começaram a associar seu nome com os segmentos da esquerda. "Storm Center" era uma crítica à época do senador McCarthy e ao American Activities Committee e provou ser um trabalho tão digno quanto sem graça e falhou nas bilheterias.

Bette fez  "Storm Center" para a Universal. Durante as filmagens, lhe ocorreu uma anedota curiosa. Estava em seu camarim quando a parede que estava diante dela se moveu e Harry Cohn, todo-poderoso diretor do estudo, entrou. Bette o expulsou com pouca atenção e nesse mesmo dia comentou o acontecimento com outro diretor do estúdio. Ele respondeu, rindo: "Eu não teria  muita esperança, Bette. Ele não sabia que Kim Novak tinha mudado para um camarim maior ".

Depois de duas experiências pobres, Bette teria outra boa oportunidade com 
"The cattered affair", um drama no qual apareceria gorda e velha e foi dirigido por Richard Brooks.  A Estrela e diretor  se comportaram muito bem  (na verdade, Bette se sentiu bastante atraída por Brooks, embora o diretor não tenha correspondido) e Bette teve uma performance impressionante. Para adicionar realismo ao seu papel, a atriz comprou roupas velhas em um mercado de pulgas e passou semanas no Brooklyn, estudando o sotaque irlandês, os gestos e costumes dos habitantes. Na verdade, o seu trabalho neste filme merecia um novo Oscar.

Bette continuou ocupando-se com Margot e seguindo seu progresso escasso e difícil. O tratamento da menina e somado ao estilo de vida de sua mãe, tinha prejudicado tanto sua economia que a atriz já não era rica. No entanto, ela aceitou este fato com alegria.

Por essa época, Bette teve a oportunidade de trabalhar em "Look Homeward Angel", desempenhando um papel  no qual ela seria fantástica. Ela já tinha aceitado, mas teve outro de seus acidente que quase lhe custou a vida. Ela havia se mudado para uma casa nova que tinha um quarto que dava diretamente para o precipício. Sem perceber, Bette abriu a porta e caiu de uma altura de três metros. Ela quebrou a coluna e estava à beira de não se recuperar. Sua constituição forte a salvou de se tornar inválida, mas desde então sofreu graves dores nas costas.

No final dos anos cinquenta , Bette começou a trabalhar regularmente na televisão.  Também aceitou papéis de convidada especial, fatais para sua reputação mas tão bem pagos que eram impossíveis de recusar. Uma dessas colaborações a levou à França para participar de "
John Paul Jones".  Depois de sua pequena obra (pela qual ela embolsou US $ 50.000), Bette,sua  irmã e filha, B. D. Passaram umas curtas férias na Inglaterra para que participasse de "The Scapegoat", com Alec Guinness. Neste filme, Bette esteve muito reservada e não fez amizade com ninguém. Guinness, anos depois declarou que "foi uma experiência frustrante, porque eu estava feliz de trabalhar com ela e ela não parecia disposta a trabalhar comigo."
 
Quarto Divórcio
O matrimônio de Bette e Merrill havia
chegado a um impasse. Ambos recuperaram a esperança quando tiveram oportunidade de trabalhar juntos no palco lendo uma coleção de poemas de Carl Sandburg. Era o melhor que tinham feito em anos e parecia que isso poderia uni-los novamente. Bette e Merrill percorreram o país juntos e, embora o trabalho não tenha sido um sucesso, foi uma experiência profissional muito gratificante.
  

Bette com seu amado filho Michael e com a filha que tanto dano causaria ao longo da vida, BD
No entanto, o casamento de Bette e Gary Merrill sofreu com a turnê que fizeram juntos e na primavera de 1960 Bette apresentou formalmente um pedido de divórcio.

Teve inicio uma árdua batalha legal pela custódia das crianças. Merrill pagava US $ 250 por mês para manutenção e educação de Michael e B. D. e a metade do tratamento de Margot. Ficou com a Mercedes que o casal possuía e Bette com o rancho. A atriz não pediu mais de um dólar por ano como pensão. Merrill também assumiu as apólices de seguro familiar, com a condição de que Bette renunciasse todos os direitos sobre suas propriedades, com exceção de uma casa chamada "Witch Way" que ficava em Cape Elizabeth.

O divórcio do casal afetou diretamente o espetáculo dos poemas de Carl Sandburg. Quando estreou em Nova York com um ator substituto, o público sumiu em poucas semanas. Por mais gratificante que tenha sido o trabalho, o certo é que acabou por custar dinheiro para Bette. Sobrecarregadas pelas dívidas, concordou em começar a escrever suas memórias com a ajuda do jornalista Sandford Dody. O trabalho durou um ano e quando acabou,  Dody a acusou de ter mexido em sua obra e cortado alguns dos melhores capítulos. Ele estava certo, mas mesmo assim, o livro, que foi intitulado "The Lonely Life" é um retrato bastante preciso da vida de Bette.



 Créditos: Aqui

IX - Bette Davis - Bette se casa pela 4º vez e adota filhos

Depois de deixar a Wamer Bros, Bette filmaria seu primeiro filme com a RKO Pictures, de propriedade de seu ex-amante Howard Hughes. Lá, a atriz atuou em "Payment on Demand", um drama sóbrio sobre o divórcio. Em outra das ironias da vida que são comuns na carreira de Bette, durante as filmagens, a atriz dá inicio ao processo de divórcio de William Grant Sherry. Foi acordado que ela ficaria com a guarda de B. D. e que pagaria uma pensão ao ex-marido. Sherry demorou a parar de incomodá-la. Nos primeiros dias ameaçava repetidamente seqüestrar B. D. e interrompeu várias vezes as filmagens para acabar batendo no ator principal, Barry Sullivan.



"Payment on Demand" foi um filme muito melhor do que os últimos que Bette havia feito para a Warner, no entanto, Hughes tentava dirigi-la de uma forma que a atriz considerava errada. Isso causou enormes problemas entre os dois e acabou atrapalhando a velha amizade


"Payment on Demand"
Um grande filme e seu último marido
Quando Bette a situação estava ruim, um antigo adversário viria salvá-la o problema. Tratava-se de Darryl F. Zanuck, dono da 20th Century Fox, com quem a atriz tinha discutido violentamente em seu curto período à frente da academia do Oscar. Zanuck estava a ponto de rodar "All About Eve" e descobriu que Claudette Colbert, a protagonista, não poderia fazê-lo porque se machucou de esqui. Rapidamente recorreu a Bette. Ela o ignorou no início, mas quando recebeu o script que ele mandou, apaixonou-se pela personagem de Margo Channing e aceitou sem hesitação.

O diretor de "All About Eve" foi Joseph Leo Mankiewicz, um grande cineasta que no ano passado  levou o Oscar duas vezes. Bette não gostava muito de Mankiewicz, mas o admirava profundamente. Mankiewicz tinha sido advertido contra a atriz por seu amigo e também diretor Edmund Goulding. No entanto, Bette e Leo se deram perfeitamente bem durante a filmagem de "All About Eve" foi um dos poucos na carreira da estrela em que não houve problemas e o ambiente era descontraído.

"All About Eve"
Durante as filmagens de "All About Eve" Bette conheceu Gary Merrill, um ator secundário e sentiu-se irresistivelmente atraída. Merrill era viril, alerta e ousado e Bette sempre gostou de homens fisicamente pouco atraentes. Além disso, seria o que de todos os seus maridos mais se assemelhava a ela no temperamento, dedicação pessoal e inteligência.


Apenas 24 horas após o divórcio de Bette e Sherry, os dois fugiram para o México e se casaram lá. Com certeza entre seus maridos, Merrill foi o que Bette mais amou apaixonadamente... Tinha mais em comum com ele do que com qualquer outro e a família apoiava porque considerava que ele sendo ator, era o mais adequado para ela.

O momento foi perfeito para reviver a vida e a carreira de Bette. Seu casamento com Merrill foi perfeito no começo, então eles decidiram adotar uma menina que deram o nome de Margot. Bette, então, perdeu a sabedoria que a tinha caracterizado no passado e atuou em vários filmes desastrosos que voltaram a afundá-la.

Margot

O primeiro desses foi "Another Man's Passion" um filme que deveria ter sido filmado na Inglaterra com Barbara Stanwyck. Tudo estava previsto para ela, mas a atriz inesperadamente voou para Roma para fazer uma surpresa ao seu marido, Robert Taylor, e ela que ficou surpresa ao encontrá-lo com outra mulher. Stanwyck ficou devastada e se recusou a participar no filme. Val Guest, o produtor, recorreu a Bette então e, embora fosse um roteiro muito ruim, surpreendentemente Bette aceitou.

Gary Merrill e Bette

Desta vez, Bette não foi tão bem recebida nas ilhas como em sua visita anterior. A imprensa foi hostil, chamando Merrill de "Sr. Bette Davis" e destacando o envelhecimento prematuro da atriz. Isso a afetou muito e ela colocou uma atenção especial na escolha do diretor de fotografia. Escolheram Robert Krasner, que ganhou um Oscar pela fotografia de "O Terceiro Homem". Bette insistiu em trabalhar somente com quem tinha ganhado a estatueta. No entanto, quando viu as primeiras cenas, ele não gostou muito e acendendo um cigarro, perguntou: "E este homem porque lhe deram um Oscar?”Alguém do fundo da sala, respondeu em voz alta: "Por filmar ruínas!" O Terceiro Homem" foi filmado no Viena, após a guerra, destruído por bombas. Bette ficou furiosa e perguntou quem tinha falado, mas ninguém assumiu a responsabilidade.

Finalmente, Bette aceitou Krasner e começou a filmar. Como sempre, foi cheio de discussões e o resultado final foi um dos piores filmes da atriz. Além disso, as filmagens aconteceram no meio do Oscar que tinha nomeado Bette por "All About Eve". Quando chegou a vez de melhor atriz, Bette se colocou de pé em um pulo. A voz do locutor anunciou: "E a vencedora é... Judy Holliday".

Bette se deixou cair e mentiu com toda a coragem que conseguiu reunir. "Isso é bom! Ganhou uma novata! Estou muito feliz!". Obviamente, ninguém acreditou nela, mas foi uma de suas melhores performances. A verdade é que era injusto não dar a Bette seu terceiro Oscar por sua interpretação como Margo Channing.

"Another Man's Passion" foi um desastre que desfez o que “All About Eve" fez pela carreira de Bette. No entanto, a estrela não desanimou. Voltou aos EUA fortemente ligada à Merrill e decidiram adotar outra criança a quem deram o nome de Michael. Durante a viagem de volta, Bette e Merrill perceberam que Margot estava chorando muito e parecia muito inquieta. Eles não se importam, a verdade é que eles não poderiam assumir que este era o prefácio da tragédia que chegava.

B.D., Margot e Michel

De volta a Hollywood, Bette continuou a cometer erros fatais na escolha dos projetos. Rejeitou "Come Back Little Sheba", um filme em que ela teria sido perfeita, e concordou em filmar "The Star", um filme sobre a história de uma glória antiga Hollywood que acaba como balconista.

Outro inferno para Bette
Após isso, Bette decidiu voltar ao teatro e estrelar uma comédia musical onde deveria cantar e dançar. Foi outro grande erro, pois ela não dominava essa área. O seu nome fez com que a peça ficasse em cartaz durante o inverno de 1953. No entanto, problemas de saúde voltaram a atacá-la. Uma infecção oral, que vinha se arrastando por meses ficou tão complicada que, depois de uma performance, Bette teve que ser levada às pressas para um hospital em Nova York. Lá, os médicos removeram o dente infectado, e foi diagnosticada com osteomielite muito grave. Bette levou três anos para se recuperar totalmente. Além disso, durante os primeiros dias se espalhou a notícia que tinha câncer e, embora ela tenha forçado o jornalista a retratar-se, havia muitos que pensavam que ela estava condenada à morte.
Bette, Merrill Lynch e os filhos do casal: B.D. (Do casamento anterior com a atriz), Margot e Michael, ambos adotados

Mas nem o curso de sua carreira e nem as doenças eram a maior preocupação de Bette. Durante sua recuperação, a atriz pôde comprovar que Margot estava se comportando de forma estranha. Não parava de chorar e, ocasionalmente, mostrou-se extremamente violenta. Em uma ocasião ele quase estrangulou um gatinho que Bette tinha dado. Mas o que obrigou Bette a procurar ajuda psiquiátrica para ela foi o ataque de Margot contra seu irmão Michael. Dotada de uma força incrível para sua idade, a menina atacou o irmão com um copo e deixou-o no chão coberto de sangue, enquanto uivava como um animal.

Os médicos logo diagnosticaram uma doença mental incurável. Margot tinha um QI de 60 e nunca poderia recuperar. A família aconselhou Bette a devolver a menina ao centro de adoção, mas ela se rebelou contra essa solução. No final, de coração partido, teve que interná-la em um luxuoso e excelente centro, onde um dos melhores especialistas dos Estados Unidos cuidaria da criança.

Por outro lado, o casamento de Bette e Merrill começou a se deteriorar. A tensão contínua gerada pela doença de Margot causava brigas entre eles. Acrescente a isso a frustração de Merrill que percebeu que nunca seria uma estrela e que estava preso para sempre em séries de TV e filmes de ação da série B. Como tantas vezes, o marido de Bette procurou uma solução no álcool, e isso foi o começo do fim do casamento.

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VIII - Bette Davis - Mãe aos 40 anos

Em 07 de agosto de 1944, Bette voltou a estar a um passo da morte. Foi durante as filmagens de "The corn is green", com John Dall. Uma parte do cenário que estava sobre ela rompeu e caiu na sua cabeça. Se não fosse pela peruca grossa usava no filme, provavelmente não teria sobrevivido ao golpe. No entanto, ninguém ficou triste por ela, pois as constantes birras de Bette não faziam nada além de atrasar a rodagem e enfurecer os membros da equipe.

Suas brigas com o diretor, Irving Rapper, e o ator principal, John Dall, um homossexual com tendência a enfeitar demais as cenas fortes foram memoráveis.

Apesar de seu relacionamento com Sherry não melhorar, eles continuaram com planos de casamento. Naquela época, Bette também estava ocupada com a idéia de montar sua própria produtora, B. D. Inc. Ela foi uma das primeiras estrelas a fazê-lo, associada a Jack Warner (que levava a maior parte do lucro).

O primeiro projeto pessoal de Bette foi "A Stolen Life", um drama que dava vida a duas gêmeas. A filmagem também foi marcada por violentos confrontos com o excelente diretor Curtis Bernhardt. Para não perder o costume, Bette mais uma vez esteve à beira da morte quando se enroscou com cordas em uma cena no barco e quase se afogou. A ironia é que a profundidade do lugar estava a poucos metros.

Um casamento fatal
Ao terminar a fimagem, Sherry brigou violentamente com Glenn Ford, o protagonista masculino do filme. O noivo de Bette estava convencido de que os dois eram amantes. No entanto, nada estava mais longe da verdade. Ford e Bette não estavam nenhum pouco interessados um no outro. No futuro, os dois acabariam se tornando inimigos.

Duas fotos do casamento entre Bette e Grand William Sherry

No final de 1945, Bette e William Grant Sherry se casaram. Anos depois, a atriz reconheceu que a oposição aberta de Ruthie e Bobby foi um dos fatores que a levou a ir em frente com essa loucura. Desta vez, porém, tomou precauções e fez com que seu novo marido assinasse um documento no qual renunciava a todos os bens da estrela se o casamento acabasse. Bette foi duramente criticada pela imprensa por este motivo.

A lua de mel foi um reflexo fiel do que a seria a vida em comum de ambos. Durante a viagem ao México, Sherry arrancou Bette do carro e ao chegar ao hotel atirou um cinzeiro na cabeça dela. A única coisa boa foi que a atriz ficou grávida rapidamente. Ela estava ansiando tanto por isso que tudo lhe pareceu bem quando recebeu a notícia.

Mãe pela primeira vez
Em 1946, Bette rompeu com o passado e decidiu vender Riverbottom e Butternut e ir morar em Laguna com Sherry. Eles alugaram uma pequena, mas aconchegante casa à beira de um precipício. Bette levou sua máquina de escrever e Sherry seu cavalete e pincéis. Naquela época, a estrela estava envolvida no projeto "A Rainha Africana", que queriam rodar com James Mason. O filme aconteceria alguns anos mais tarde, mas com diferentes atores: Hepburn e Bogart.

Muitas noites terminaram com brigas violentas entre Bette e Sherry. Este, desolado, começou a ver um psiquiatra e tentou agradar com sua esposa mostrando servil. Quando voltava para casa após as filmagens, ele havia preparado o jantar e os chinelos. Bette se irritava com isso mais do que com qualquer outra coisa. Considerava este como um dos seus deveres. O que ela realmente queria era alguém que estivesse à sua altura, profissional e economicamente e Sherry estava anos-luz de distância. Enfim, com a personalidade de Bette, ela estava destinada a nunca encontrar um par perfeito. Entre ela e Sherry não havia respeito ou amor. Mesmo quando faziam amor, o ódio estava presente. Sem dúvida, este foi um dos períodos mais negros da vida da estrela.

Nesse cenário, e grávida de sua primeira filha, Bette começou a gravar "Deception", seu novo filme, ao lado de Claude Rains. Foi um filme infernal, filmado entre lágrimas, discussões e brigas, que atrasou duas vezes mais que o previsto. Em 03 de abril de 1946, Bette sofreu um acidente de carro que a levou a temer por sua vida. Sherry, aterrorizado com a perspectiva da morte de sua esposa e arrependido, porque achava que ele era culpado, ficou ao seu lado em todos os momentos. No entanto, as lesões sofridas por Bette não eram tão ruins como todos pensavam.

O que eu era realmente ruim foi a queda na carreira da atriz. Seus filmes não faziam o mesmo sucesso de antes, mas sua agitação crescia a cada dia. Warner não estava mais disposto a atender seus caprichos e a produtora esteve a ponto de suspender seu salário durante as filmagens de "Deception”. Bette reagiu, reunindo a equipe do filme e reclamando em público sobre a forma de trabalho no estudo. Esse tipo de reunião foi a primeira na história de Hollywood e Jack Wamer nunca a perdoou por isso.

Deception


"Deception" fez jus ao nome e foi um fracasso de bilheteria. O nascimento tão aguardado de Barbara afastou todas as preocupações da mente de Bette. Ser mãe aos 40 envolve riscos e teve que passar por uma cesariana. Decidiu tirar férias de um diante do mau humor da Warner.

Aquela foi uma época feliz, mas durou pouco. A maternidade fez a personalidade e a saúde de Bette melhorar e até ajudou a reacender o seu relacionamento com Sherry. Entretanto, logo após a atriz confessou a amigos que estava convencida de que o marido se relacionava com a governanta Bárbara. As coisas voltaram à situação anterior.



O declínio de uma estrela
Para retornar às tela, Bette escolheu um filme chamado "Winter Meeting", que lhe propôs o próprio William Grant Sherry. Não era uma grande história, mas Bette a aceitou por causa do marido. Os problemas surgiram desde o início. Warner descartou Richard Widmark para o papel e ofereceu a Jim Davis, que muitos anos mais tarde se tornaria famoso por seu papel como Jock Ewing em "Dallas". O filme foi um fracasso que sentenciou a sua carreira na Warner. Como era produtora, o fracasso do filme era responsabilidade sua.


Apesar de estar em uma situação precária, Bette não se dava conta da situação. Em seu próximo filme, "Beyond the Forest", estava determinada a enfrentar King Vidor, um dos melhores diretores da época. Na maioria das vezes eram bobagens que Bette persistia estupidamente. Finalmente, depois de uma dessas discussões, Bette foi diretamente ao escritório de Jack Warner e explodiu:

"Jack, se não colocar outro diretor, vou rescindir o contrato. Ou ele ou eu! "
O proprietário dos estudos olhou para ela friamente nos olhos e disse sem hesitar:
"Muito bem, Bette... você." 



Na verdade, a Warner estava ansioso para se livrar de uma estrela que era muito cara e que não era mais produtiva. Em menos de 15 minutos tinha os documentos prontos. Bette novamente mostrou seu profissionalismo e completou o filme sem pestanejar.

Até Vidor admirou aquela mulher que tantas dores de cabeça tinha causado.

O último dia do Bette Warner não foi celebrado com uma festa de despedida ou coisa parecida. Simplesmente Bette comeu com o resto da equipe e quando o dia terminou entrou no carro no carro e foi para casa. Foi dessa forma fria e ingrata que terminou um relacionamento de quase duas décadas entre a estrela e o estúdio onde ela tinha feito tantos ótimos filmes....



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VII - Bette Davis - Bette inesperadamente fica viúva


"Old Acquaintance" era um projeto pessoal que Hal Wallis tinha desde 1940. O executivo da Warner se apaixonou por esta comédia amarga de John Van Drutt, descrevendo a relação ao longo dos anos de duas amigas com personalidades muito diferentes. Um gentil e outra Traiçoeira.

Finalizar o roteiro de "Old Acquaintance" e escolher as duas atrizes necessárias foi uma tarefa dura. A história era fraca e precisava de muito trabalho para dar-lhe forma. Rosalind Russell estava interessada no papel de amiga 'boa', mas teve que declinar por causa de outros compromissos. Nem os 150.000 dólares que Jack Wamer ofereceu foram suficientes. O papel foi oferecido a Irene Dunne, mas a atriz não aceitou. Assim, como tantas vezes, o filme chegou às mãos de Bette Davis, que ficou muito interessada no projeto independente do papel


Com Miriam Hopkins em "Old Acquaintance"

Mas o papel de "má" tinha uma excelente candidata. Quando se propôs a Jack Waner Miriam Hopkins, o produtor disse: "Sim, essa é uma verdadeira traiçoeira!" Meia Hollywood estava cansada de Miriam, mas teve de admitir que era perfeita para o papel. Warner chegou a pagar mais a ela que à própria Bette.

O britânico Edmund Goulding havia mostrado grande interesse no filme. Trabalhou incansavelmente no roteiro, mas acabou tendo um ataque cardíaco. Não querendo esperar, a Warner contratou Vincent Sherman.

Previsivelmente, a filmagem foi uma batalha entre as velhas inimigas. Desde o primeiro dia, Miriam se dedicou a boicotar a atuação de Bette. Ficava dispersa em cenas importantes e não dava suporte à sua parceira. A filmagem foi uma constante briga entre as duas, que atingiu o seu ponto alto no dia que Bette precisava filmar uma cena em que balançava Miriam e forçava-a a sentar-se.

Sabendo-se do clima que pairava no Set, no dia que estava programado para ser gravada esta cena o local ficou cheio com os empregados e equipes de outros filmes. No entanto, o desempenho de Miriam Hopkins estragou a festa dos curiosos, pois quando Bette a agarrava pelos ombros, ela se deixava cair como uma boneca de pano e precisaram filmar várias vezes. Dias depois, Miriam pisou em um sabonete no chuveiro e cortou uma orelha ao cair. Histérica, acusou Bette de ter colocado o sabonete lá.

Com Ruthie, sua mãe

Embora o filme tenha atrasado várias semanas e tenha sido cenário de brigas constantes, o resultado final foi mais do que notável. "Old Acquaintance" foi um grande sucesso de bilheteria. Todos em Hollywood foram vê-lo. Sabiam tanto sobre os bastidores, que isso foi tema de conversa por um longo tempo.

Após o filme, Bette foi para Butternut descansar com Farney. Ele tinha começado a ter problemas de saúde frequentes. Em poucas semanas ele tinha caído de um cavalo, de uma escada, tinha tontura e nadava em zigue-zague na piscina. Além disso, trabalhava muito.

Morte trágica de Farney
Bette estava prestes a começar o filmar "Sr. Skeffington" quando aconteceu uma tragédia inesperada. Em 23 de agosto de 1943, Farney desceu Hollywood Boulevard em direção ao escritório de Bette, quando sofreu um ataque repentino. Os clientes de uma tabacaria ouviram quando gritou e caiu para trás como um boneco quebrado. Quando ele caiu, bateu a cabeça contra a calçada começou a jorrar sangue do nariz e das orelhas.

Famey foi enviado para o Hospital enquanto Bette era avisada. Quando ela chegou ao lado do marido, ele quase não a reconheceu. Farney passou vários dias entre a vida e a morte. Finalmente acabou por desistir e morreu enquanto dormia.

A morte do marido de Bette Davis foi cercado por confusão. No momento do acidente, Farney estava carregando uma mala que desapareceu. Médicos legistas que examinaram o ferimento no crânio encontraram vestígios de sangue coagulado indicando que a lesão foi antes do momento da queda e que havia sido provocada por um objeto. Como Farney estava envolvido em importantes investigações, especulou-se que foi vítima de assassinato. A coisa só foi esclarecida meses depois.


O que aconteceu com Farney foi o seguinte: O marido de Bette Davis tinha começado um relacionamento com a esposa de um colega casado. Este, um homem forte e violento, havia flagrado os dois na cama de um motel e golpeou Farney com uma lâmpada. Além disso, Farney tinha se tornado um alcoólatra. A mala que havia sumido foi devolvida semanas mais tarde. No interior, a atriz encontrou inúmeras garrafas de licor. Por algum tipo de justiça poética, o homem que golpeou Farney morreu poucos dias mais tarde em um acidente de avião.

O enterro do marido foi uma experiência terrível para Bette. A mãe de Farney obrigou-a a assistir o velório que durou uma noite inteira. Uma tia ficou histérica e tentou tirar o corpo do caixão.

Todos estes eventos afetaram as filmagens de "Sr. Skeffington". Além disso, Bette tinha que usar uma máscara para parecer mais velha. A máscara, presa ao rosto, a fazia transpirar muito. o que a deixava mais irritada. Começou a se meter na direção do filme, ganhando a antipatia de todos.

Dentro dessa atmosfera, Bette sofreu um estranho ataque. Alguém trocou o colírio da atriz por acetona.

Apenas a rápida reação de seu maquiador, Perc Westmore, a salvou de perder o olho. Não se descobriu quem ou porque fizeram isso, mas quando Bette voltou para as fimagens, estava ainda mais histérica e insuportável. "Sr. Skeffington" atrasou mais de dois meses e foi duramente criticado.

O comportamento de Bette irritou Jack Wamer a tal ponto que ele quase não perdoou sua estrela. Bette chegou a pedir para rescindir o contrato com o Wamer, mas o estúdio rejeitou esta opção. Warner podeia estar com raiva, mas não estúpido.
Aparece William Grant Sherry

Após a morte de Farney, Bette sentia-se terrivelmente só. Tudo em Butternut e Riverbottom a fazia lembrar o falecido. Além disso, Ruthie estava gastando o dinheiro da filha em proporções quase indecentes e Bobby teve uma recaída em seus problemas mentais. Tornou-se violenta e teve que voltar a ser internada. As contas eram altissimas, mas Bette queria que sua irmã tivesse o melhor.

William Grant Sherry, seu futuro marido
Para piorar a situação, desta vez, a Warner contratou Joan Crawford, em parte para irritar Bette. Crawford era uma grande estrela, mas ninguém em Hollywood simpatizava com ela. Joan era uma lésbica reprimida que há muito sentia uma grande atração por Bette. Desde que chegou ao estúdio, começou a mandar flores e perfumes no estilo do homem que a corteja uma mulher. Crawford a convidou várias vezes para jantar mas Bette não aceitou.

Prestes a completar 40, a atriz estava sozinha e queria um filho. Certamente tudo isso fez com que se apaixonasse por William Grant Sherry. Este era um pintor de 29 anos, alto, moreno e bonito, de forte caráter, a quem Bette conheceu em suas frequentes visitas a Laguna Beach.

Sherry era o fogo e, embora Bette tenha gostado de sua personalidade dura, queria ser a mais forte. Seu novo amor podia ser um desconhecido, mas não era alguém que se deixasse dominar. Desde o início, suas brigas eram enormes. Nenhum dos amigos de Beth gostava dele e ela mesma cansou daquele jovem rebelde, dez anos mais novo. Seu relacionamento com Sherry foi, naturalmente, um erro grave.

Sherry e Bette
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VI - Bette Davis - Segundo Casamento com Arthur Farnswort


Ao voltar a Hollywood depois de suas longas férias, Warner deu a Bette "All This, and Heaven Too", um drama protagonizado por Charles Boyer. Não foi um grande filme, mas tanto Bette quanto Boyer ofereceram grandes interpretações que ajudaram a torná-lo interessante. Depois deste filme, Bette foi desfrutar de umas férias no Havaí e seu nome seria relacionado ao de Bob Tapling, um jovem publicitário da Wamer. Em todo caso, esta relação não durou muito tempo, pois Bette continuava com Arthur Farnsworth. 

Cena de "A Carta" (1940)
A Carta
Em 1940, ofereceram a Bette um papel excepcional no filme "The Letter" sob a direção do seu ex-amante, William Wyler. Era a esposa de um fazendeiro na Malásia que matou o amante e obrigou seu advogado a mentir para o júri a fim de salvá-la da forca. Era um tema ousado para a época. Uma protagonista que era assassina e não tentava ser simpática aos olhos do público. Poucas atrizes teriam ousado interpretá-la, mas Bette o fez com entusiasmo.  

"The Letter"  foi um grande filme por muitas razões. Wyler conhecia Bette perfeitamente e arrancou dela uma atuação memorável acrescentando pequenos detalhes, como passar o filme fazendo crochê (Bette gostava disso na vida real e no filme deu-lhe um ar de tranquilidade que de outra forma dificilmente seria alcançado.)  

A Guerra afastava Bette de Farney, agora comprometido em importantes investigações aeronáuticas. No entanto, ambos planejavam casar no ano novo e foram gradualmente consertando a casa que planejavam viver.

Bette Davis e Arthur Farnsworth

Bette e Farney se casaram em 31 de dezembro de 1940 na casa da amiga Jane Bryan no Arizona. Inteligentemente, mantiveram a data do casamento em segredo e a cerimônia teve pouca publicidade.

Tanto para ela quanto para o marido era o segundo casamento. Foi um evento maravilhoso e único ponto negativo foi o pouco tempo para a lua de mel. Warner a aguardava para iniciar um outro filme, uma comédia inconseqüente, chamada "The Bride came COD".
 
Outra vez Wyler
William Wyler, estava assediando Bette para que essa filmasse "The Little Foxes" uma história de ganância e crueldade, no sul dos Estados Unidos. Wyler acreditava que seu antigo amor era a única pessoa que poderia dar vida à traiçoeira Regina Giddens, uma elegante Senhora corrompida pela ambição e pela frustração que posteriormente se torna um monstro e só se preocupa com o dinheiro.

Tallulah Bankhead havia interpretado com sucesso esse papel no palco e Bette enfrentou o desafio de interpretar a personagem de forma completamente diferente. Se Bankhead tinha dado um ar de sensualidade, ela transformou Regina em uma pessoa que devido ao tratamento machista tornou-se frígida. Isso traria muitos problemas entre Bette e Wyler, que via a personagem de uma perspectiva completamente diferente.

Pouco antes do filme, Jack Warner recusou-se a ceder Bette à Metro. Pensou-se em Talullah ou Miriam Hopkins, mas o destino deu uma mão e Warner concordou em fazer o negócio com a Metro, se ela cedesse Gary Cooper para fazer "Sargento York"

"The Little Foxes" (1941)
A filmagem de "The Little Foxes" foi extremamente tensa. Farney estava em Minneapolis, ocupado com suas investigações e Bette sentia-se muito sozinha. Ela ansiava por Wyler, mas isso já não era possível porque Bette gostava muito de Margarida, mulher do diretor. Além disso, as diferenças entre eles por causa do filme logo se transformaram em discussões contínuas e violentas. Wyler queria Bette feminina e sensual e ela insistiu que, se fosse assim, o público não acreditaria que não havia nenhum homem na vida de Regina.
 
Em meio a esse cenário, houve um daqueles estúpidos acidentes que marcaram a vida de Bette. Uma noite, a atriz tomou um calmante que o médico havia prescrito. No entanto, a farmácia que o preparara cometeu um erro terrível e Bette teve uma convulsão.
 
A empregada a levou às pressas ao hospital, onde rapidamente fizeram uma lavagem gástrica que salvou-lhe a vida.
 
Este episódio a deixou desequilibrada e, ao voltar para filmar, brigava ainda mais. Depois de filmar a cena do jantar, Wyller disse que aquela foi a pior cena que já tinha visto e perguntou se não teria sido melhor ter contratado Talullah Bankhead. Bette deixou o set com os olhos cheios de lágrimas.
 
Surpreendentemente, o filme foi excelente. A interpretação de Bette provou ser correta com o passar do tempo. "The Little Foxes" é uma história simbólica sobre a ambição da burguesia norte-americana e como o desejo de ganhar dinheiro pode ser maior que o desejo sexual. Apesar da qualidade, as discussões entre Bette e Wyler os distanciaram para sempre. Nunca mais trabalharam juntos.
 
Ao terminar "The Little Foxes", Bette teve um colapso nervoso que a obrigou a ficar de cama por várias semanas. Mais tarde, em outro de seus estúpidos acidentes, um cão mordeu seu nariz e a obrigou a esconder-se do público durante quase um mês. A má fase ficou completa quando Bette, no set de seu novo filme, foi informada de que Farney estava internado em um hospital de Minneapolis com grave pneumonia.

Ela ficou histérica e queria viajar imediatamente para ver o marido. Era tempo de guerra e as viagens aéreas se tornaram um luxo impossível. Bette recorreu a Howard Hughes e pediu-lhe que conseguisse um avião. Seu ex-amante a aconselhou a não viajar por causa do mau tempo, mas por insistência de Bette, conseguiu dois aviões privados.
 
Bette e Farney
Depois de uma viagem  infernal de quase 2.000 quilômetros, Bette chegou, exausta e à beira da crise, até Farney. Ela ficou no hospital até que ele melhorou, apesar de Jack Warner pedir-lhe diariamente que voltasse ao Set.
 
Também naqueles dias, Bette foi nomeada presidente da Academia de Artes e Ciências. Bette foi presidente por apenas algumas semanas, mas na época contribuiu de forma efetiva para derrubar a decisão, já tomada, de não comemorar o Oscar durante a guerra. Nesse período, gravou o filme "In This Our Life"
 
Depois dele, Bette queria interpretar "Now, Voyager", a história de uma jovem feia e dominada por sua mãe a quem um psiquiatra ajuda a mudar de vida. Era um papel que Jack Warner relutava em dar-lhe por dois motivos: Estava com raiva pelo resultado ruim do último filme de Bette e também não acreditava que a estrela poderia passar de um patinho feio a cisne.  

Dirigido por Irving Rapper, "Now, Voyager" tornou-se em um pequeno clássico, além de ser o filme mais bem sucedido comercialmente da carreira de Bette. Graças ao filme, milhares de meninas feias permitiram-se sonhar que para elas também havia esperança. Relutantemente, a Warner subiu seu salário para 4.000 dólares por semana.

"Now, Voyager" (1942)
Essa foi, sem dúvida, o melhor momento da vida da atriz. No verão de 1942, Bette estava com 34 anos, casada e sua carreira depois do sucesso de "Now Voyager" parecia sólida como uma rocha. Sua saúde também melhorou significativamente, assim como seu temperamento. Infelizmente, aquela época estava condenada a desaparecer rapidamente.

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